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domingo, 13 de agosto de 2017

Águas de Março, Maria Rita

maria rita


Mais uma vez trago como destaque Maria Rita, agora cantando uma das mais belas composições do
meu querido Mestre, Antônio Carlos Jobim, a mundialmente famosa "Águas de Março". Na letra
que com maestria foi "tecida" por Jobim utilizando um único verbo, o ser, além do uso de
antíteses nas palavras, além de alguns pleonasmos, abusando de sonoros parônimos.

Como curiosidade, lançada em um compacto simples como encarte do inesquecível
jornal  "O Pasquim"  em 1972, uma ideia do  compositor/cantor Sérgio Ricardo, propondo
o lado A com um artista consagrado (Jobim), e o lado B, com um estreante, (João Bosco).  Assim,
o "disco de bolso" recebeu título de " O tom do Jobim e o tal de João Bosco",  com Águas de Março
no lado A e  Agnus Sei  no lado B,  uma parceria com Aldir Blanc. Dois  clássicos  de nossa MPB.
Mais uma genial do  Jobim:  toda elaboração musical é  estruturada em um motoperpétuo.
Ah, e em nove de junho de 2008,  publiquei a mesma  composição de  Antônio Carlos
Jobim, Águas de Março, na voz de  Elis Regina,  mãe de Maria Rita. Apreciem. 




Lembro que, nos links apresentados em "links para suas preferências no blog", ao final da postagem, é
possível saber mais sobre este ou outros Artistas, assim como sobre outras Músicas ou ritmos de
sua preferência, em total segurança. Naveguem e descubram o  Brasil  na  Música e na Arte.

carlos miranda (betomelodia) 


video


É pau é pedra é o fim do caminho
É um resto de toco é um pouco sozinho
É um caco de vidro é a vida é o sol
É a noite é a morte é um laço é o anzol

É peroba do campo é o nó da madeira
Caingá, Candeia é o Matita-Pereira
É madeira de vento tombo da ribanceira
É um mistério profundo é o queira ou não queira

É o vento ventando é o fim da ladeira
É a viga é o vão festa da cumeeira
É a chuva chovendo é conversa ribeira
Das águas de março é o fim da canseira

É o pé é o chão é a marcha estradeira
Passarinho na mão pedra de atiradeira
É uma ave no céu é uma ave no chão
É um regato é uma fonte é um pedaço de pão

É o fundo do poço é o fim do caminho
No rosto um desgosto é um pouco sozinho
É um estrepe é um prego  é uma ponta é um ponto
É um pingo pingando é uma conta é um conto

É um peixe é um gesto é uma prata brilhando
É a luz da manhã é o tijolo chegando
É a lenha é o dia é o fim da picada
É a garrafa de cana estilhaço na estrada

É o projeto da casa é o corpo na cama
É o carro enguiçado é a lama é a lama

É um passo é uma ponte é um sapo é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de Março fechando o verão
E a promessa de vida no teu coração

É uma cobra é um pau é João é José
É um espinho na mão é um corte no pé
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau é pedra é o fim do caminho
É um resto de toco é um pouco sozinho

É um passo é uma ponte é um sapo é uma rã
É um belo horizonte é uma febre terçã
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Pau  edra  Im  inho  esto  oco  ouco  inho
Aco  idro  ida  ó  oite  orte  aço  zol

São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


antonio carlos jobim



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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terça-feira, 27 de junho de 2017

Baile no Elite, com Casuarina




Na publicação de hoje sobre nossa Música e sua imensa variação de ritmos e estilos, trago de volta
ao Blog o  Quinteto Casuarina,  símbolo de bom gosto no resgate dos mais belos Sambas e de
clássicas composições de consagrados autores.  Foram destaque com " Disritmia",  autoria
de Martinho da Vila e "Certidão", autoral da dupla João Fernando/João Cavalcanti, em
abril deste ano. Escolhi um ótimo "Samba de Breque", clássico composto por
João Nogueira que lançado em 1993, tem ótima interpretação do grupo.




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Fui a um baile no Elite atendendo a um convite do Manoel Garçom meu Deus do Céu que baile bom
Que coisa bacana já no Campo de Santana ouvindo o velho e bom som trombone sax e pistom
O traje era esporte o calor estava forte mas eu fui de jaquetão para causar boa impressão
Naquele tempo era o requinte o linho S-120 e eu não gostava de blusão
...qu'era questão de opinião...

Passei pela portaria subi a velha escadaria e penetrei no salão quase morri do coração
Quando dei de cara com a Orquestra Tabajara e o popular Jamelão cantando só samba-canção
Nonato e Norega Macaxeira e Zé Bodega nas palhetas e metais e tinha outros muitos mais
No clarinete o Severino solava um choro tão divino desses que já não tem mais
...e ele era ainda bem rapaz...

Refeito dessa surpresa me aboletei na mesa que eu tinha já reservado até paguei adiantado
Manoel que é dos nossos trouxe um pires de tremoços uma cerveja e um traçado
Pra eu não pegar um resfriado
Peguei minha Brahma levantei tirei a dama e iniciei meu bailado no puladinho e no cruzado
Até Trajano e Mário Jorge que são caras que não fogem foram "simbora" humilhados
...eu tava mesmo endiabrado...

Quando o astro-rei já raiava e a Tabajara caprichava os seus acordes finais
...para tristeza dos casais...
Peguei a pequena feito artista de cinema em cenas sentimentais
...à luz de um abajur lilás...
Num quarto sem forro perto do pronto-socorro uma sirene me acordou em estado desesperador
Me levantei lavei o rosto quase morro de desgosto pois foi um sonho e se acabou

...Que o Papa é pop que o hip-hop já chegou e dominou
A Tabajara é muito cara o velho sonho já passou...


joão nogueira



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imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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sábado, 24 de junho de 2017

O Telefone Tocou Novamente, Alexandre Pires e Jorge Ben Jor



Alexandre Pires e Jorge Ben Jor, que já foram destaque aqui no Blog, estão de volta em um dueto
com a composição de Jorge, "O Telefone Tocou Novamente". Foi lançada no ano de 1970, e
é sucesso até os dias atuais na Música brasileira. O vídeo, parte do DVD "DNA Musical",
com Alexandre inovando no resgate do melhor da Música Popular Brasileira com
ótimos arranjos e tendo como convidados,  conceituados compositores do
Universo Musical Brasileiro, assim como nossos melhore intérpretes,
é por mim considerado marco no resgate da  Música brasileira.




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carlos miranda (betomelodia) 


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O telefone tocou novamente fui atender e não era o meu amor
Será que ela ainda está muito zangada comigo
Que pena que pena que pena que pena

Pois só ela me entende e me acode na queda ou na ascensão
Ela é a paz da minha guerra meu estado de espírito
Ela é a minha proteção que pena que pena que pena

Com ela eu sou mais eu com ela eu sou um anjo
Com ela eu sou criança eu sou a paz eu sou o amor e a esperança

jorge ben jor



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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Linha de Passe, Quarteto do Rio, participação de João Bosco

quarteto do rio


A publicação de hoje traz um rol de grandes nomes da Música Brasileira, que dispensam apresentações,
pois já aqui no Blog foram destaques.  A composição,  "Linha de Passe",  interpretada por seu autor,
João Bosco,  com a participação de Hamilton de Holanda e Ney Conceição, por mim publicada
em 10/03/2010, revelou um belo duelo entre banjo, guitarra e um contrabaixo. Agora trago
"Linha de Passe" na execução do Quarteto do Rio, com participação de João Bosco.
O quarteto que esteve aqui no Blog em 12/10/2016, com a composição de Chico
Buarque,   "Homenagem ao Malandro",   foi o escolhido  para ilustrar  essa
mesma composição, "Linha de Passe", com participação especial de
um de seus autores, João Bosco. Um show, o mais puro Samba
e suas muitas cadências, um Patrimônio Cultural do Brasil.




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carlos miranda (betomelodia) 


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Toca de tatu linguiça e paio e boi zebú rabada com angú rabo de saia
Naco de perú lombo de porco com tutu e bolo de fubá barriga d'água
Há um diz que tem e no balaio tem também um som bordão bordando o som dedão violação
Diz um diz que viu e no balaio viu também um pega lá no toma lá dá cá do samba
Caldo de feijão um vatapá e coração boca de siri um namorado e um mexilhão
Água de benzê linha de passe chimarrão babaluaê rabo de arraia e confusão

Cana cafuné fandango cassulê sereno e pé no chão
Bala candomblé e meu café cadê não tem vai pão com pão

Já era a Tirolesa o Garrincha a Galeria a Mayrink Veiga o Vai-da-Valsa e hoje em dia
Rola a bola é sola esfola cola é pau a pau e lá vem Portellas que nem Marquês de Pombal
Mas isso aqui vai mal mas viva o carnaval lights e sarongs bondes louras king-kongs
Meu pirão primeiro é muita marmelada puxa-saco cata-resto pato jogo-de-cabresto
E a pedalada quebra outro nariz na cara do juiz aí há quem faça uma cachorrada
E fique na banheira ou jogue pra torcida feliz da vida


joão bosco / paulo emílio / aldir blanc



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terça-feira, 25 de abril de 2017

Certidão, com Quinteto Casuarina

joão cavalcanti - a voz do quinteto casuarina

E ei-los de volta ao Blog: Quinteto Casuarina. E o destaque de hoje foca uma pequena mostra da obra
autoral do grupo, com uma a composição de João Cavalcanti,  voz e tantan, em parceria com, João
Fernando, vocais e bandolim, intitulada Certidão, Na publicação anterior, o Quinteto revelou a
a composição de  Martinho da Vila  em nova roupagem,  Disritmia, mas sobre o destaque de
hoje, Certidão não é apenas uma composição autoral, pois ela prova que o grupo tem
sua própria identidade e maestria em sua Arte. Curtam agora o sucesso do grupo.




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carlos miranda (betomelodia) 


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Certidão é papel que não preciso não pois o samba que hoje canto
É íntimo e tem razão de ser as palavras não são sem querer
Eu já sei secar meu pranto com a força do meu bordão

Autêntica inspiração  de quem só vê beleza
O samba é universal razão primordial do som
Ninguém detém o dom e digo com certeza
É público tal e qual o nosso carnaval

Mas vem desata a criar também que a nossa natureza
Precisa brincar de Deus pra ver que é dos seus

Já vou o Mestre me endossou com toda gentileza
De quem tem no coração amor que não precisa...


joão fernado / joão cavalcanti



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domingo, 16 de abril de 2017

Café com Leite, com Alexandre Pires e Martinho da Vila

alexandre pires, em duo com martinho da vila


Foi assim que tudo começou. O ano era 1989, quando ele e seu irmão Fernando convidaram o primo
Juliano a fazer parte do grupo de pagode que pretendiam criar. Aí reuniram mais alguns amigos
da cidade de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, e começaram a montar o repertório para
os ensaios. O nome escolhido para e banda foi "Só Pra Contrariar", uma homenagem
ao grupo  "Fundo de Quintal"  e seu grande sucesso, o samba Só pra Contrariar.
Seu nome? Alexandre Pires do Nascimento, nascido em Uberlândia, Estado
de Minas Gerais, em oito de Janeiro de 1976.  Instrumentista, cantor e
compositor, filho de músicos, é tido como um dos maiores senão
o maior intérprete da América Latina por seu enorme talento.

Lançaram o  primeiro álbum em 1993,  e depois de gravar o
sétimo disco com o SPC,  Alexandre  seguiu para a carreira solo.
Mas, como não conseguia acompanhar os compromissos com a banda,
deixou o grupo no ano de 2002  depois de uma apresentação em Nova York
para mais de 14 mil pessoas.  No ano seguinte,  comemoração da Independência
Hispânica nos Estados Unidos,  cantou "Garota de Ipanema" para o então presidente
George W. Bush, que o convidou para o evento, tornando-se mundialmente conhecido. Eu
escolhi para ilustrar a publicação, um vídeo que revela seu projeto para uma mudança de estilo
no cenário musical, projeto que tem por nome  DNA Musical, regravando grandes sucessos da MPB.

Assim vamos apreciar o vídeo com a  Música  de autoria de  Martinho da Vila e Zé Catimba,  cujo título é

"Café com Leite"




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Se encontraram e se cruzaram nosso olhar e nosso jeito
As salivas misturadas num sabor mais que perfeito
Nossos corpos se entregando como boca no sorvete
Estamos bem misturados tal e qual café com leite

Café com leite somos nós café com leite
Café com leite é de Deus café com leite

Vem da teta e vem do grão somos nós café com leite
Vem do balde e do pilão somos nós café com leite
Com biscoito ou com pão vou tomar café com leite
Dessa miscigenação só vai dar café com leite

"A" em pó ou condensado bem gordinho ou desnatado
Com expresso ou com solúvel carioca bem coado
Vou levar pra quem me ama de bandeja lá na cama


martinho da vila / zé catimba



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terça-feira, 4 de abril de 2017

Disritmia, com Quinteto Casuarina

quinteto casuarina


Na publicação de hoje, o destaque é Casuarina. Mas não a casuarina que tenho em meu jardim, também
conhecida como "pinheiro australiano", que em muitos Países é considerado como uma espécie
arbórea invasora, e que pode alcançar altura de trinta e cinco metros. Mas há semelhança.

A cidade,  Rio de Janeiro e o bairro,  Humaitá.  Foi no ano de 2001 que,  alguns rapazes reuniam-se para
ensaiarem as composições de sucesso de nosso  universo musical.  A casa por eles usada para
ensaio ficava na Rua Casuarina, e eles jamais pensaram no rumo que suas apresentações
pelo bairro iriam tomar. Ao contrário do pinheiro de lento crescimento, o talento e a
simpatia  dos rapazes  levou-os com rapidez  ao sucesso,  não só no Brasil
em muitas e muitas cidades, também em vários Países desse nosso
maravilhoso planeta azul. Na escolha do nome para divulgar
sua Arte,  prestaram homenagem à rua em que tudo
teve início: Casuarina, o nome do quinteto.

A semelhança acima mencionada:  nascido
sem pretensões  de alcançar  o renome  a que hoje
faz jus, o  Quinteto Casuarina  cresceu rápido e o Samba do
nosso  Brasil foi levado à alturas sequer sonhadas em seu início, ao
superar em muito os  trinta e cinco metros do  "pinheiro australiano".   Mas
quanto ao fato da homônima casuarina  ser considerada uma "invasora"  em alguns
Países, a Casuarina quinteto também é uma "invasora", pois levou o ritmo que é o símbolo
musical brasileiro, o Samba, para terras distantes, divulgando em seus palcos letras repletas de
imagens  embaladas em melodias inspiradoras.  Do Humaitá para a Lapa,  da Lapa para lotar a Fundição
Progresso, espaço com capacidade para cerca de  cinco mil pessoas,  e da Fundição, finalmente
para o mundo.  Foi uma  "invasão"  em poucos anos  de existência,  do Quinteto Casuarina,

devido ao bom gosto na escolha do repertório,  nas novas roupagens e resgate de
clássicos Sambas e, como acima mencionei, na simpatia e profissionalismo
dos integrantes do grupo. Tenho certeza que a postagem agradará.




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Eu quero me esconder debaixo desta tua saia prá fugir do mundo
Pretendo também me embrenhar no emaranhado destes teus cabelos
Preciso transfundir teu sangue pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixe te trazer num dengo prá num cafuné fazer os meus apelos
Me deixe te trazer num dengo prá num cafuné fazer os meus apelos

Eu quero ser exorcizado pela água benta deste olhar infindo
Que bom é ser fotografado mas pela retinas destes olhos lindos
Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia
Vem logo vem curar teu nêgo que chegou de porre lá da boemia
Vem logo vem curar teu nêgo que chegou de porre lá da boemia


martinho da vila



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imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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quarta-feira, 29 de março de 2017

Mutirão de Amor, Roberta Sá

roberta sá


Março de 2017 está terminando. Quase.  Mas como essa é a última publicação em meu Blog, escolhi
um Samba, ritmo símbolo do nosso Pais, mais uma vez na voz de Roberta Sá, uma grande
sambista da atualidade. A postagem traz um quarteto de ótimos músicos, sendo
três compositores e instrumentista e Roberta, aqui a voz desse trio.
A composição escolhida é "Mutirão de Amor", autoria de
Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, e Sombrinha.

Três já são bem conhecidos e tudo o que eu
aqui escrever sobre será redundante. Um breve resumo
sobre o quarto elemento, "Sombrinha", eu agora farei. Conheçam-no.

Sombrinha, como é conhecido Montgomery Ferreira Nunis, nasceu em 30 de Agosto de 1959, em São
Vicente,  cidade litorânea do Estado de São Paulo  detentora do título de  "A Primeira Vila Brasileira".
Seu interesse pela Música veio ainda na infância e aos 14 anos intensificou-se, ao ganhar do Pai um
violão de 7 cordas.  Autodidata em instrumentos de corda, além de compositor é cantor, bandolinista,
bamjoista, cavaquinista e violonista,  que já aos 16 anos  apresentava-se em casas noturnas. No ano
de 1977, aos 18 anos gravou com os Originais do Samba  e  Baden Powell,  profissionalmente. É um
dos fundadores,  junto com   Almir Guinéto,  Jorge Aragão, Bira, Ubirani, Sereno e Neoci, o  Fundo de
Quintal, na cidade do  Rio de Janeiro em 1979.  Autor de muitos sucessos na voz de grandes nomes
da Música Brasileira,  é um colecionador  de vários "Prêmio Sharp" na Música, e nas composições.




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carlos miranda (betomelodia) 


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Cada um de nós deve saber se impor
E até lutar em prol do bem estar geral
Afastar da mente todo mal pensar
Saber se respeitar
Se unir pra se encontrar

Por isso vim propor um mutirão de amor
Pra que as barreiras se desfaçam na poeira e seja o fim
O fim do mal pela raiz
Nascendo o bem que eu sempre quis
É o que convém pra gente ser feliz

Cantar sempre que for possível
Não ligar pros malvados
Perdoar os pecados
Saber que nem tudo é perdido
Se manter respeitado pra poder ser amado


sombrinha / zeca pagodinho / jorge aragão



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imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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sexta-feira, 17 de março de 2017

Um Passo à Frente, Roberta Sá e Moreno Veloso

moreno veloso e roberta sá


Bem, sobre Roberta Sá que já foi por algumas vezes destaque aqui no Blog, creio não ser necessário
apresentações, a não ser ressaltar sua beleza, sua voz e seu domínio de palco, o que torna as
suas apresentações excelentes. Aqui deixo um link para que assistam ao vídeo em que
ela participou à convite, do DVD "Prêmio de Música Brasileira" em homenagem
a Tom Jobim, cantando "Insensatez", um dos clássicos de nosso Mestre.

E quanto ao filho de  Caetano Veloso,  Moreno Veloso,  já teve duas das
suas  composições destacadas no Blog;  com seu pai, cantando  "Água",  e com
a Música "Maré", na voz de  Adriana Calcanhoto.  Nascido em 22 de Novembro de 1972
em Salvador, capital do Estado da Bahia, é formado em Física mas, o DNA do pai fez com que o
seu talento o levasse para a Música.  Hoje marca presença  nos palcos do mundo  como compositor e
como cantor, sendo considerado um dos grandes expoentes da cultura musical brasileira. Sua
parceria com Quito Ribeiro na composição "Um Passo À Frente", é minha escolha para
a publicação, com  Roberta e Moreno  a interpretando.  Certeza que apreciarão.




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carlos miranda (betomelodia) 


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Samba em dia de chuva exagera alguma coisa faz da dupla muito mais
Passa um frio na espinha pelo calor da palmada move a moça e o rapaz
Ela sorri com a barriga ele corteja a preferida amor a gente é muito mais
O samba é roda sem medida a chuva agora é colorida e a harmonia se refaz

Quando vão pela avenida levam qualquer incerteza é um passo à frente um passo atrás
Pega na barra da saia tomara que caia a barra da saia tomara que saia sambando eu vou

Minha imperfeição é a voz adeus


moreno veloso / quito ribeiro



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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Joyce Cândido, Samba e Amor



O samba é o dom de um povo moreno,
que parece tão pequeno até o pandeiro batucar
."
joyce cândido


Natural da cidade de Assis,  interior do  Estado de São Paulo,  veio ao mundo no dia 21 de
Janeiro de 1983, par enriquecer a Música Popular Brasileira,  principalmente o Samba,
com sua voz, interpretação das canções e pleno domínio de palco. Além de cantar
é também  compositora e instrumentista,  tendo como marca de sua carreira, a
diversidade; na infância, aulas de piano,  Conservatório Carlos Gomes, na
cidade de Marília, Estado de São Paulo, formou-se em Música na UEL,
Universidade Estadual de Londrina,  Estado do Paraná, e também
teve aulas de canto, dança e teatro lá nos Estados Unidos, na
Broadway Dance Center  em  Nova Iorque,  para onde  foi
de mudança no ano de 2008. Lá seu talento chamou a
atenção da crítica  ao cantar nos bares da cidade,
tendo dois anos mais tarde recebido o prêmio
"A Melhor Cantora Brasileira nos Estados
Unidos
” que oferecido pelo "Brazilian
International Press Awards
",  o foi.

Joyce Cândido voltou para o Brasil em 2011, tendo fixado moradia no Rio de Janeiro, onde
conquistou seu lugar no rol dos grandes nomes nas noites cariocas. Joyce já foi tema
de duas publicações aqui no Blog, a primeira em 01 de Dezembro de 2012 em duo
com Carlinhos de Jesus, interpretando "Cê Pó Pará", um samba gafieira e em
23 de Junho de 2016 cantando "Saudosa Maloca", um clássico de nosso
universo musical. Convido a clicarem nos links/títulos das postagens
acima na cor prata, e assistirem aos shows em suas interpretações.





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carlos miranda (betomelodia) 



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Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde e apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama e a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama reclama do nosso eterno espreguiçar

No colo da bem-vinda companheira no corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira não tenho a quem prestar satisfação

Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade que alarde será que é tão difícil amanhecer
Não sei se preguiçoso ou se covarde debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã

chico buarque




fontes
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