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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Todos os Cantos, Liah Soares

liah soares


Trago de volta ao Blog a compositora, instrumentista e cantora Liah Soares, que natural da pequena
Tucurui, Pará, é hoje um dos grandes nomes da Música Brasileira. Suas composições revelam
grande talento e suas interpretações cativam o público ao passear pelos mais variados
estilos musicais. Escolhi para essa publicação, sua composição autoral intitulada
"Todos os Cantos", que de maneira suave narra a saudade de um ex-amor.
Liah foi o destaque em 19/07/2014, cantando sua autoral "Casa Vazia".




Lembro que, nos links apresentados em "links para suas preferências no blog", ao final da postagem, é
possível saber mais sobre este ou outros Artistas, assim como sobre outras Músicas ou ritmos de
sua preferência, em total segurança. Naveguem e descubram o  Brasil  na  Música e na Arte.

carlos miranda (betomelodia) 


video


Uma nuvem que já vai passarm uma onda que volta para o mar
Sou areia nos dedos a deslizar sou a mesma em outro lugar

Eterno enquanto durou encanto que o tempo levou
Deixou teu cheiro em todos os cantos
Eterno enquanto durou encanto que o tempo levou
Deixou teu cheiro em todos os cantos que eu vou

Sou afago versos solidão o amargo do seu coração
A metade do que eu nem sei dizer o pedaço torto de você

Eterno enquanto durou encanto que o tempo levou
Deixou teu cheiro em todos os cantos
Eterno enquanto durou encanto que o tempo levou
Deixou teu cheiro em todos os cantos que eu vou


liah soares



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sábado, 30 de setembro de 2017

Sambou Sambou, com Joyce Moreno

joyce moreno


E o mês de Setembro chega ao fim, e a última publicação sobre a Música Brasileira que o encerrará,
é um Samba, um clássico Samba-Bossa criado por dois João:  o Donato e  o Mello. E interpretado,
muito bem  interpretado por uma compositora, cantora, instrumentista e arranjadora, dona de
uma voz mezzo-soprano e talento, muito talento:  Joyce Moreno. Sobre ela não escreverei
nada, pois não chegaria ao  depoimento que meu  Mestre Tom Jobim  à ela dirigiu. Leiam.

"Joyce, você é craque mesmo! Você para mim é das maiores cantoras de todos os tempos! Danada! Você faz o que quer dessa sua voz maravilhosa, você tem bossa, afinação, improviso, ritmo, musicalidade, feminilidade, coragem, domínio absoluto da bola, você sabe das palavras e dos sons, você conhece o timbre e o sentido e comanda tudo com a maior propriedade, com a maior loucura, com a maior economia, com a maior prodigalidade, concisa, precisa. Você é folia controlada! Neste vero momento tua voz gostosa invade esta oficina e toma de assalto o coração deste velho torneiro. De tua garganta jorra este fino mel que não sacia, este ouro, este rio generoso que inunda as comportas deste navio condenado, deste atleta enjaulado, deste trovador desenganado, deste pierrot apaixonado."  ( Antônio Carlos Jobim, 1987)

Tom disse tudo então, convido a curtirem o vídeo que ilustra a publicação. Volto em Outubro, ok?





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carlos miranda (betomelodia) 


video


Sambou sambou não descansou
Ficou zangada quando o dia clareou
Eu nunca vi sambar assim
Gosta de samba muito mais do que de mim

Quando ouviu bater o tamborim
Não quis mais saber de chá chá chá
Pra rock twist ela diz não
Porque gosta mesmo é de sambar


joão donato / joão mello



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

domingo, 24 de setembro de 2017

Que Amor é Esse, Zeca Baleiro e Alessandra Maestrini

zeca baleiro e alessandra maestrini


Mais uma vez em destaque, Zeca Baleiro, em um interessante dueto com Alexandra Maestrini, sua
convidada para o novo projeto de Zeca, o Arquivo Duetos 1, cujo single é a composição para
o filme O Amor no Divã, lançado em 2016: Que Amor é Esse?, disponibilizado em Agosto.
Sobre Zeca Baleiro, esse é o quarto destaque aqui no Blog,  e os anteriores foram
"
Vapor Barato" com Gal Costa, "Azulejo" com Fagner, e "Flor da Pele" em uma
de minhas edições de vídeo.  Mas vamos agora à sua  parceira no dueto.

Allessandra Márcia Maestrini,  nasceu no Estado de São Paulo, na cidade
de Sorocaba em 17 de Maio de 1977, atriz, compositora e cantora, que desde a
infância nutria grande afinidade com as  Artes em geral.  Atuando em teatro, cinema
e televisão,  em sua adolescência  estudou canto  que tempos depois tornaria-se canto
lírico tendo como professora Vera do Canto e Mello. Sua presença, seu domínio de palco e a
sua voz,  tornam as suas apresentações  em um  inesquecível  espetáculo.  que a todos encantam.




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Era um cinema era um sorvete só eu não
Queria comprar todo Shopping sem ter coração
Todo sábado e todo domingo a mesma deprê
Na mesa redonda de futebol na tv

Você jura que me ama mas não me entende mais
Que amor é esse que rouba a nossa paz
Diga o que você pensa diga o que quer dizer
Que amor é esse que tanto nos faz sofrer

Você não me ouve só você que fala
Você não me ama você não se cala
Meu Deus que tormento eu já não aguento mais

Você jura que me ama mas não me entende mais
Que amor é esse que rouba a nossa paz
Diga o que você pensa diga o que quer dizer
Que amor é esse que tanto nos faz sofrer

Você não me ouve só você que fala
Você não me ama você não se cala
Meu Deus que tormento eu já não aguento mais

Meu Deus que tormento eu não te aguento mais


zeca baleiro




fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Noites com Sol, Flávio Venturini e Marina Machado

flávio venturini e marina machado


Mais uma vez aqui no Blog, destaco o compositor de vários estilos, mpb e do rock. pop rock, até o
rock progressivo.  além disso, um mestre no piano e teclado, no violão e na voz.  O destaque
vai para Flávio Hugo Venturini,  o mineiro nascido em 1948, para nos encantar com suas
belas composições e interpretações.  Em 29 de Julho de 2008,  publiquei  Clube da 
Esquina II  e em 25 de Novembro de 2010,  Todo Azul do Mar,  ambas postagens
na voz de Flávio,  em edições de vídeo de minha esposa, Ivanete Souza.

Hoje destaco Flávio e sua convidada,  Marina Machado,  cantora, linda e
suave voz,  interpretando Noite com Sol,  autoria de Flávio e Ronaldo Bastos.



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carlos miranda (betomelodia) 


video


Ouvi dizer que são milagres noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens noites com sol
Posso entender o que diz a rosa ao rouxinol
Peço um amor que me conceda noites com sol

Onde só tem o breu vem trazer o sol vem trazer amor
Pode abrir as janelas noites com o sol e neblina
Deixa rolar nas retinas deixa entrar o sol

Livre serás se não te prendem constelações
Então verás que não se vendem ilusões
Vem que eu estou tão só vamos fazer amor
Vem me trazer o sol

Vem me livrar do abandono meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono deixa o sol entrar

Pode abrir as janelas noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas deixa o sol entrar

flávio venturini e ronaldo bastos



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Eclipse Oculto, Caetano Veloso

caetano veloso


De volta ao Blog,  Caetano e um de seus muitos sucessos, é o destaque desta publicação. Escolhi uma
de minhas preferidas em meus arquivos pessoais, e que para mim revela uma faceta interessante
e bem eclética de Caê.  Então, vamos lá ao vídeo com a composição autoral ''Eclipse Oculto".





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carlos miranda (betomelodia) 


video


Nosso amor não deu certo gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan

Demasiadas palavras fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida

Não me queixo eu não soube te amar
Mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você - o que será

Como nunca se mostra o outro lado da lua
Eu desejo viajar pro outro lado da sua
Meu coração galinha de leão não quer mais amarrar frustração
O eclipse oculto na luz do verão

Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito é minha cara falar
Não sou proveito sou pura fama

Não me queixo eu não soube te amar
Mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você - o que será

Nada tem que dar certo nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio atrasado e aflito
E paramos no meio sem saber os desejos aonde é que iam dar
E aquele projeto ainda estará no ar

Não quero que você fique fera comigo
Quero ser seu amor quero ser seu amigo
Quero que tudo saia como o som de Tim Maia sem grilos de mim
Sem desespero sem tédio sem fim

Não me queixo eu não soube te amar
Mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você - o que será


caetano veloso



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Amor de Índio, com Milton Nascimento

milton nascimento


Não creio ser necessário em mais esta publicação e que destaca uma vez mais um dos maiores nomes
do Universo Musical Brasileiro: Milton Nascimento. Suas composições, interpretações e marcante
voz, conquistaram amantes da Música de qualidade e bom gosto em todo esse mundão criado
por Deus. Em meu repertório várias fizeram parte, e eu tenho uma preferência especial e
carinho por uma delas: Travessia. Lançada no ano de 1967, a primeira faixa do álbum
homônimo,  que teve imediato sucesso.  Mas, para ilustrar a postagem, segui a
sugestão de bom gosto de  minha querida amiga de uma outra rede social,
Vania Beatris Marques,  e assim  trago  "Bituca"  interpretando  o seu
primeiro grande sucesso: Amor de Índio, certo que apreciarão.




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Tudo que move é sagrado e remove as montanhas
Com todo cuidado meu amor
Enquanto a chama arder todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado com o arco da promessa
No azul pintado pra durar

Abelha fazendo mel vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu o pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser todo
Todo dia é de viver para ser o que for e ser tudo

Sim todo amor é sagrado e o fruto do trabalho
É mais que sagrado meu amor
A massa que faz o pão vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger no verão sair pra pescar
No outono te conhecer primavera poder gostar
No estio me derreter pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu de sentir teu calor e ser tudo


beto guedes / ronaldo bastos



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

( sugerida por vania beatris marques )

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Se Acaso Você Chegasse, Adriana Calcanhoto

adriana calcanhoto


Ela já esteve em nosso Blog em seis publicações e agora, volta interpretando um clássico Samba do
Universo Musical Brasileiro: "Se Acaso Você Chegasse",  autoria de Lupicínio Rodrigues em
parceria com Felisberto Martins. Sobre a cantora e a dupla de compositores, já muito
escrevi anteriormente, vou então escreve sobre Lupi, como era conhecido.

Gaúcho de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, nasceu no dia 16 de Setembro, ano
1914, no humilde bairro Ilhota. Lupicínio em minha opinião, é um dos, senão o maior nome do
estilo  Samba-Canção, com cerca de  150 composições que uma vez gravadas,  foram
sucesso no  final da década de trinta.  Mas, foi em 1938 com  Cyro Monteiro,
que ao gravar a composição que hoje destacamos,  impulsionou a
obra musical de  "Lupi". Interessante é o fato que serviu para mais acelerar
a rápida escalada ao sucesso: parceria com Felisberto Martins, que  morando no Rio
Janeiro, e  trabalhando em uma gravadora, o que ajudou muito na divulgação dos discos mas,
teve um certo custo:  o seu nome  como parceiro na composição.  Sem dúvida foi uma ótima parceria.





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carlos miranda (betomelodia) 


video


Se acaso você chegasse no meu chateou e encontrasse
Aquela mulher que você gostou
Será que tinha coragem de trocar a nossa amizade
Por ela que já lhe abandonou

Eu falo porque essa dona já mora no meu barraco
À beira de um regato e de um bosque em flor
De dia me lava a roupa de noite me beija a boca
E assim vamos vivendo de amor

lupicínio rodrigues / felisberto martins



fontes
imagens: google - vídeo: arquivo pessoal - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sábado, 19 de agosto de 2017

P'ra Que Discutir com Madame, Pedro Aznar

pedro aznar


Nascido em 1959 em Buenos Aires, Argentina, é o compositor e cantor que hoje com orgulho destaco
aqui em nosso Blog.  Instrumentos de cordas, piano e outros instrumentos mais é a sua praia.
Aos nove anos iniciou os estudos de guitarra clássica,  que em pouco tempo dominou
a técnica e aos quinze anos como baixista de uma banda, profissionalmente deu
início à sua carreira na Música,  já utilizando o método fretless no baixo.
Foi navegando em meus arquivos sobre a época da Bossa Nova
que encontrei o vídeo que ilustra essa publicação em que
Pedro Aznar  nele nos brinda com sua voz e violão.




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carlos miranda (betomelodia) 


video


Madame diz que a raça não melhora que a vida piora por causa do samba
Madame diz o que samba tem pecado que o samba é coitado e devia acabar
Madame diz que o samba tem cachaça mistura de raça mistura de cor
Madame diz que o samba democrata é música barata sem nenhum valor

Vamos acabar com o samba madame não gosta que ninguém sambe
Vive dizendo que samba é vexame pra que discutir com madame.

No carnaval que vem também concorro meu bloco de morro vai cantar ópera
E na Avenida entre mil apertos vocês vão ver gente cantando concerto
Madame tem um parafuso a menos só fala veneno meu Deus que horror
O samba brasileiro democrata brasileiro na batata é que tem valor.


haroldo barbosa / janet de almeida



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

domingo, 13 de agosto de 2017

Águas de Março, Maria Rita

maria rita


Mais uma vez trago como destaque Maria Rita, agora cantando uma das mais belas composições do
meu querido Mestre, Antônio Carlos Jobim, a mundialmente famosa "Águas de Março". Na letra
que com maestria foi "tecida" por Jobim utilizando um único verbo, o ser, além do uso de
antíteses nas palavras, além de alguns pleonasmos, abusando de sonoros parônimos.

Como curiosidade, lançada em um compacto simples como encarte do inesquecível
jornal  "O Pasquim"  em 1972, uma ideia do  compositor/cantor Sérgio Ricardo, propondo
o lado A com um artista consagrado (Jobim), e o lado B, com um estreante, (João Bosco).  Assim,
o "disco de bolso" recebeu título de " O tom do Jobim e o tal de João Bosco",  com Águas de Março
no lado A e  Agnus Sei  no lado B,  uma parceria com Aldir Blanc. Dois  clássicos  de nossa MPB.
Mais uma genial do  Jobim:  toda elaboração musical é  estruturada em um motoperpétuo.
Ah, e em nove de junho de 2008,  publiquei a mesma  composição de  Antônio Carlos
Jobim, Águas de Março, na voz de  Elis Regina,  mãe de Maria Rita. Apreciem. 




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carlos miranda (betomelodia) 


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É pau é pedra é o fim do caminho
É um resto de toco é um pouco sozinho
É um caco de vidro é a vida é o sol
É a noite é a morte é um laço é o anzol

É peroba do campo é o nó da madeira
Caingá, Candeia é o Matita-Pereira
É madeira de vento tombo da ribanceira
É um mistério profundo é o queira ou não queira

É o vento ventando é o fim da ladeira
É a viga é o vão festa da cumeeira
É a chuva chovendo é conversa ribeira
Das águas de março é o fim da canseira

É o pé é o chão é a marcha estradeira
Passarinho na mão pedra de atiradeira
É uma ave no céu é uma ave no chão
É um regato é uma fonte é um pedaço de pão

É o fundo do poço é o fim do caminho
No rosto um desgosto é um pouco sozinho
É um estrepe é um prego  é uma ponta é um ponto
É um pingo pingando é uma conta é um conto

É um peixe é um gesto é uma prata brilhando
É a luz da manhã é o tijolo chegando
É a lenha é o dia é o fim da picada
É a garrafa de cana estilhaço na estrada

É o projeto da casa é o corpo na cama
É o carro enguiçado é a lama é a lama

É um passo é uma ponte é um sapo é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de Março fechando o verão
E a promessa de vida no teu coração

É uma cobra é um pau é João é José
É um espinho na mão é um corte no pé
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau é pedra é o fim do caminho
É um resto de toco é um pouco sozinho

É um passo é uma ponte é um sapo é uma rã
É um belo horizonte é uma febre terçã
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Pau  edra  Im  inho  esto  oco  ouco  inho
Aco  idro  ida  ó  oite  orte  aço  zol

São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


antonio carlos jobim



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sinhá, Chico Buarque

joão bosco e chico buarque


Pela primeira vez em meu Blog, o Músico em destaque é Chico Buarque, interpretando sua composição
com a parceria de João Bosco, "Sinhá". Considerado um dos maiores nomes da Música Brasileira,
sua voz bem conhecida nos revela em grande parte da letra, a narrativa de um escravo que
em suas palavras tenta livrar-se do "tronco", acusado pelo feitor de ter visto a "sinhá"
despida  banhar-se no açude. As palavras do escravo, tentativa de convencer
seu algoz que a acusação é inverídica, não merecendo o castigo de ter o
corpo açoitado e seus olhos furados, em sua letra resume o tema
que em minha opinião denigre irrefutavelmente, a História
do Brasil: a escravidão. Em um interessante ritmo, o
Afro-Samba-Milonga, foi lançada no ano 2011.

Para ilustrar a publicação,  escolhi um vídeo
de um dos meus arquivos, gravado em estúdio com
a dupla interpretando essa comovente descrição histórica,
no qual o  violão de João mais seu mágico toque, são destaques.




Lembro que, nos links apresentados em "links para suas preferências no blog", ao final fa postagem, é
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carlos miranda (betomelodia) 


video


Se a dona se banhou eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça nem enxergo bem
Para quê me pôr no tronco para quê me aleijar
Eu juro a vosmecê que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal da santa cruz

Eu só cheguei no açude atrás da sabiá
Olhava o arvoredo eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu eu já andava além
Estava na moenda estava pra Xerém
Por que talhar meu corpo eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá mas oro por Jesus
Para que que vassuncê me tira a luz

E assim vai se encerrar o conto de um cantor
Com voz do pelourinho e ares de senhor
Cantor atormentado herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

chico buarque / joão bosco



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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