sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Álvaro Lima, a Personalização no Impressionismo

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E foi lá no Nordeste Brasileiro que ele nasceu, na cidade de Luzilândia, no norte piauiense e
o ano foi 1963. Em minha pesquisa deduzi que desde cedo interessou-se pela pintura mas
foi aos dezessete anos ao mudar-se para Santo André, grande São Paulo, que iniciou a
sua produção. Ah, seu nome: Álvaro dos Santos Lima Filho.

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álvaro lima

Álvaro Lima é a assinatura que utiliza em suas criações, onde a sinergia no jogo de luz e
sombra, cores e tom lírico com que impregna sua obra, impressionam por sua criativa
espontaneidade que permeando entre expressionismo e impressionismo, entre técnicas
várias e perfeito uso da espátula, resultam em um excelente trabalho reunindo muita
sensibilidade e autenticidade em suas telas sobre as típicas paisagens brasileiras.

carlos miranda (betomelodia)


















destaco: sem título disponivel


fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

( telas sem títulos disponíveis )

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tribo de Jah, Não Basta Ser Rasta

carlos miranda (betomelodia) - betomelodia.blogspot.com

Era uma vez...

Foi aqui em um lugar no Brasil, sob o mesmo teto que os abrigava e acolhia que quatro
homens privados pela vida de verem as maravilhas do mundo em que viviam, descobriram
que havia uma maneira de reverter esta limitação: os sons. Então, um quinto homem
possuidor de uma tênue visão em um dos olhos, uniu-se a eles. Juntos desenvolveram o
gosto pela Música ao improvisarem instrumentos na descoberta de acordes e timbres.

Tudo teve início na Escola de Cegos do Maranhão, bairro Bequimão, lá em São Luis, capital
do Estado em meados da década de oitenta, quando a Cultura Reggae tomou conta
da cidade. Os cinco componentes formaram a Tribo de Jah que após uma década de shows
e apresentações no Brasil, foi participante e aclamada no palco principal a nível mundial
do Reggae, o Reggae Sunsplash Festival, na Jamaica em 1995.

Partindo da Jamaica Brasileira, São Luis do Maranhão para o Brasil de norte à sul, hoje é
conhecida mundialmente. Contestada por "intelectuais conservadores" no início mas
idolatrada pelos admiradores do ritmo jamaicano, segue seu propósito de difundir o
Reggae Roots Brasileiro com sua forma independente de divulgar seus trabalhos.
E o "Era uma vez..." virando realidade, presenteia-nos com ótimas composições
enriquecendo em muito a cultura musical brasileira. Com vocês, Tribo de Jah
interpretando Não Basta Ser Rasta.

carlos miranda (betomelodia)


video



A Tribo está na Jamaica Culture está no Maranhão
A Tribo se aquece e pulsa no flash e deixa a sua marca na meca do som
Eric e Stanley em São Luís grande performance do Reggae raiz
Wailers e outros vêm novamente Culture segue para Paris
O Reggae cruza os continentes Miami é a esquina da conexão
Estados Unidos Canadá Oriente África Europa Brasil e Japão

O Reggae voa pelo mundo nas asas do avião
O Reggae viaja subindo ao céu rolando no chão
Solidão na estrada amor perdido em vagas rotas
Escalas remotas destinação
Ainda há uma longa jornada que se seguir
Há que se cumprir a missão

A Tribo roda a Jamaica e cruza a ilha em toda a sua extensão
Muitas pedras na bagagem segue viagem pro Maranhão
Entra nas entranhas do Nordeste e rasga a caatinga seca do sertão
Levando mensagens pelo agreste lembra as passadas de Lampião
O Reggae é apenas entretenimento mas pode libertar mentes e almas
Dança e música com sentimento rolando sem ódio rolando sem trauma

Não basta ser rasta é preciso ser puro o seu coração
Não basta ser rasta não pra obter graça é preciso perdão
Não basta ser rasta é preciso estar certo da convicção
Não basta ser rasta não é preciso ser justo em sua razão

Reggae keep flying on the wings on the airlines going around
Reggae keep flying touch in the sky rolling on the ground

O Reggae voa pelo mundo nas asas do avião
O Reggae viaja subindo ao céu rolando no chão


fauzi beydoun



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sábado, 22 de novembro de 2014

Cafifas

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" Se eu fosse uma pipa eu queria ser cortada.
Assim, ficaria livre pra voar, voar pra onde eu quisesse ir
e ainda que uma hora eu tivesse que cair, aqueles
segundos de liberdade já me teriam valido a pena. "
jessica freire



carlos miranda (betomelodia)


Teve um dos melhores anos de sua infância ao morar no Engenho de Dentro, bairro
do Rio de Janeiro. Lá, nos altos da rua Mário Caldelraro num terreno em
aclive, onde havia a bonita casa de seus tios e primos. Na parte alta do terreno, bem
ao fundo, em uma edícula "assobradada", "seu" José e "dona" Palmira, 
um simpático casal de portugueses moravam.

A edícula rodeada de muitas folhagens, flores e com seus "estranhos" moradores,
parecia saída de um conto de fadas pois o sotaque, o modo de vestirem-se e as
mágicas que faziam para ele eram diferentes e divertidas, impressionando-o muito.

Ele,  que na maior parte de sua infância sempre morou com parentes, afastado do
convívio dos pais e irmãs, sentia-se um banido, um proscrito. Mas lá na casa de
seus tios, lá nos altos de um outeiro, viveu um ano em que soube o que era
ser amado, ser querido, fazer parte de uma família. Um ano.

carlos miranda (betomelodia)






Suas primas. A primogênita, sua parceira em aborrecer a menor. Planos bem
bolados e que quase sempre davam errado, pois com o choro da menina,
traziam broncas e castigos aos dois. Seu primo, o mais novo membro da família
e hoje piloto da FAB, era de colo e por isso intocável. Sorte dele.

O relógio. Tem que falar dele. Um carrilhão de mesa que além de soar as horas
e os quarto de horas, fazia um tic-tac terrivelmente alto. Era movido à corda
e ficava sobre um móvel ao canto da sala de estar, onde ele dormia em um sofá.
Bem, ele só dormia depois de abafar seus sons com almofadas e cobertores.

Sua Tia. Irmã mais nova de sua Mãe, era sua preferida. Fala rápida e sempre de
bom humor, tratava-o como um filho até mesmo quando ele fazia algo errado.
Ajudou-o a entender sua vida explicando-lhe os "porquês" e os "senões".
Sábia, mostrou a ele como viver bem, aceitando os revezes apenas como simples
obstáculos a serem superados. Ele guardou como herança, seus ensinamentos.

Seu Tio. Todos adorariam ter um Tio como aquele. Justo, alegre, bom ouvinte
e conselheiro, um verdadeiro Pai para um menino banido, companheiro nas
brincadeiras e mestre na arte de construir e empinar as, quadradas, pandorgas,
papagaios, pipas ou também conhecidas por um nome que o fazia rir muito: cafifa.
E foi assim que seu tio passou a chama-lo quando iam soltar ao vento as pipas
no terraço sobre a garagem:
"Vamos, Cafifa! Vamos aproveitar o vento! Vamos ver se essa vai voar! "
E saía correndo pela casa em direção ao terraço, com ele pulando de alegria à
sua volta. E todas as pipas voaram longe e alto.

As cafifas. Criadas como em um passe de mágica. Varetas de bambu e folhas
de papel de seda eram transformadas em obras de arte voadoras incríveis:
estrelas, círculos, quadrados, retângulos, pássaros e em muitas outras formas.
Causavam inveja aos meninos da redondeza, eram atrações ao cortar os
ares ao sabor dos ventos. Sempre subiam aos céus. Eram lindas preces que
agradeciam o milagre de mais um belo dia.

Lembranças. Caras lembranças, alegres e por sua intensidade, nítidas em
seu coração. Seus Tios partiram, seu primo e primas constituíram família em
distantes lugares. Embora distantes, permanecem vivos e presentes em
sua vida, em suas memórias.

carlos miranda (betomelodia)



fontes
imagens: google / betomelodia - texto: carlos miranda (betomelodia)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Você Me Encantou Demais, Natiruts

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Desde o surgimento da banda Natiruts, são consiferados um dos principais conjuntos de
Reggae do país mas, aos poucos e inexoravelmente estão acrescentando para outras formas
de em seus ritmos e letras enviarem suas mensagens.

Alexandre Carlo explica que a gradativa mudança vem acontecendo por ser o Reggae
limitado ritmicamente, mas que a "tocada" da guitarra continua sendo o foco, está no DNA
da banda e é mantida servindo de base para outras inovações, uma maneira de sair da
mesmice. Tentativas são feitas no sentido de agregar novos instrumentos, novas harmonias,
buscando novas sonoridades.

Escolhi a composição Você Me Encantou Demais para ilustrar a postagem de hoje, em uma
apresentação ao ar livre tendo como cenário de fundo, minha cidade natal,

a cidade de Rio de Janeiro.

carlos miranda (betomelodia)


video



Você me encantou demais
Mostrou seu coração do que ele é capaz
Por isso eu quero te dizer
Que a flor dessa canção sempre será você

Seu beijo despertou paixão
Desculpe se me apressei pois nada foi em vão
O que eu desejo a você
É que os deuses do amor estejam a te proteger

E que o verão no seu sorriso nunca acabe
E aquele medo de viver um dia se torne um grande amor
Vou te falar mas acho que você já sabe
Apaixonou alucinou descompassou meu coração

Você me fez sonhar demais
Chegou sorriu beijou mostrou como se faz
Por isso eu quero te falar
Que os "As" dessa canção eu fiz só pra te dar

Seu jeito lindo fez arder
Fiquei feito vulcão fervendo por te ver
O que eu desejo a você
É que os deuses do amor estejam a te proteger

E que o verão no seu sorriso nunca acabe
E aquele medo de viver um dia se torne um grande amor
Vou te falar mas acho que você já sabe
Você apaixonou alucinou descompassou meu coração


natiruts / alexandre carlo



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

domingo, 16 de novembro de 2014

Paulo Daleffi, a Expressão do Realismo na Arte

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Em Narandiba, pequena cidade interiorana do Estado de São Paulo, em março de 1971 nascia
Paulo Cezar Daleffi Marinho que aos quinze anos entre o futebol, sua paixão, e a pintura,
para nosso deleite nos dias atuais, escolheu a pintura e em Narandiba deu seus primeiros
passos nas Artes Plásticas. O caminho estava traçado.



paulo daleffi

Barman e desenhista por dois anos ao mudar para Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais.
Então, aos vinte e seis anos resolveu dedicar-se inteiramente à pintura. Conhecendo os
trabalhos de Benedito Luizi inspirou-se com suas paisagens retratadas em suas telas,
que transmitian um profundo mergulho na natureza.

Assinando suas obras como Paulo Daleffi, com seu estilo impressionista dotado de
excelente técnica, tem seus trabalhos espalhados pelo Brasil e muitos outros Países, em
acervos particulares e exposições, sempre representando em suas telas as cores, as
paisagens e a cultura regional.


carlos miranda (betomelodia)




ipê amarelo e carro de bois

caminhos de narandiba, são paulo
cenas de minas gerais, carro de bois

estradas de minas gerais
sem título disponível

crepúsculo em cores, uma outra faceta de seus trabalhos
paisagem rural

paisagem
primavera, poços de caldas, minas gerais

sem título disponível
boiadeiros



destaco: paisagem mineira


fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Suplica Cearense, O Rappa

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Dando sequência às postagens sobre o tema escolhido para o mês, o Reggae, destaco
uma banda que em suas apresentações nos traz um acréscimo perfeito ao ritmo jamaicano,
o Pop Rock Brasileiro. Admirado e cultuados por seus seguidores, o grupo faz uma
perfeita integração entre os dois ritmos acrescentando nuances que complementam-se.

Em 2007 adicionei ao meu repertório alguns sucessos de O Rappa, tendo destacado aqui
uma de suas composições que é considerada pela crítica especializada e por minha modesta
opinião, uma das melhores da banda, Pescador de Ilusões, autoria de Marcelo Yuca.

Para a publicação de hoje, escolhi o vídeo em que é feito um belo resgate do clássico da
Música Regional Nordestina, Súplica Cearense, autoria de Gordurinha e Nelinho, com
ótimo arranjo e interpretação perfeita de Marcelo Falcão.

carlos miranda (betomelodia)


video


Oh Deus
Perdoe esse pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair cair sem parar

Oh Deus
Será que o Senhor se zangou
E é só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Oh Senhor
Pedi pro sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta uma planta no chão

Oh meu Deus
Se eu não rezei direito
A culpa é do sujeito
Desse pobre que nem sabe fazer a oração

Meu Deus
Perdoe encher meus olhos d'água
E ter-Lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar retirar

Desculpe pedir a toda hora
Pra chegar o inverno e agora
O inferno queima o meu humilde Ceará

Oh Senhor
Pedi pro sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta uma planta no chão


gordurinha / nelinho
( esta é uma variante da letra original )



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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