terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim, com Ivete Sangalo e Roberto Carlos



Por diversas vezes, quando eu atuava nos palcos,
esta composição foi pedida mas, não fazia parte de meu já
extenso repertório,. Embora a considerando uma das jóias
de nossa Música, ela não foi incluída.

Uma tarde, abri um E-mail e lá estava o pedido para que
eu a interpretasse. Era de uma das alunas que utilizava o
transporte escolar, na época, de minha propriedade.
Por falta de tempo, cantando todas as noites e também
em festas, não foi incluída. Não a interpretei de
imediato e quando o fiz, aquela amiga que
pediu-me para a cantar, tinha partido.



ivete sangalo e roberto carlos

Assim, com muita saudade dedico àquela que tão
distante está mas, em meu coração sempre será presente.
A postagem de hoje é um presente à ti, Bruna,

uma linda e  brilhante estrela no céu.

Sua música preferida, em uma bela interpretação
de Ivete Sangalo e Roberto Carlos, dois nomes
de nossa Música Popular Brasileira
que tanto gostavas.


carlos miranda (betomelodia)


video




Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

herbert vianna / paulo sérgio valle




fontes
imagens: google - vídeo: youtube - Texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Constante Despedida



Nunca sabemos se a imensa felicidade
que temos, por si nos basta. Sempre
desejamos mais e mais e com o passar dos anos,
meses, semanas ou dias, a substituímos.
Trocamos nossos momentos por outros que se nos
afiguram melhores, mais interessantes,
esquecendo da essência de nossos sentimentos,
essência de nossas realidades vividas,
dos encantos e desencantos de nosso dia a dia.
Assim, em lampejos a memória me trazia
doces lembranças de minha boas e más fases,
que por mim tinham sido esquecidas.







Ensimesmado em meu interior.
Rosto molhado e olhos fechados, o filme de
minha vida quadro a quadro, mostrando
que muitos caminhos, muitas atitudes
poderiam ter sido mudadas para melhor
...ou para pior.

O desenrolar de mil acontecimentos,
desde os mais banais até os revestidos de
toda pompa e circunstância desfilavam em minha mente.
Pompa e circunstância... banalidades , inutilidades
perante o simples ato de viver, de amar, de cantar,
de partir ou de apenas deixar pegadas em um deserto.




A água brotando de meu olhar,
lavou toda as camadas de nódoa que a vida
nos palcos em mim depositou, nódoa que turvou
minha visão do mundo, nódoa que não me
permitiu ver com os olhos da alma, a morte de meus
melhores momentos, a morte de minhas
melhores porções, a morte lenta de minha melhor porção,
assim como não permitiu-me ver a luz que em espelhos
ilumina toda a humanidade, toda a criação.




Mas neste momento não estou em um palco.
Apenas platéia. Como artista que sou,
cumpro meu papel atuando até o fim,
interpretando amor, vendendo ilusões, sonhos
e fantasias ao público e para mim mesmo.
Como platéia, hoje busco com calma
um amor. Ilusões, sonhos e fantasias para um
derradeiro alento em meu viver. E na platéia,
só e confuso, aos poucos percebo,
sorrindo, o cenário de meu fim.

carlos miranda (betomelodia)



fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Mandrake e os Cubanos, Skank

banda skank


Samuel Rosa  com o amigo Hemrique Portugal,
no ano de 1983 fizeram parte da banda de reggae
Pouso Alto, em parceria com os irmãos Dinho
e Alexandre Mourão.

Numa apresentação em uma casa de concertos
em São Paulo no ano de 1991, não estavam presentes
os Irmãos Mourão. Foram chamados o Lelo e o Haroldo
para completar a banda para o show. O nome atual
da banda nasceu no acréscimo desses dois músicos
pouco antes da apresentação, e foi inspirado
na música de Bob Marley   "Easy skanking".
E assim, o primeiro show da banda Skank aconteceu
mas, o público pagante que compareceu foi de
apenas  de 37 pessoas...

Ao final do show, não desanimaram pois gostaram
da performance e resolveram continuar juntos, com
a proposta musical de transportar as raízes do
ritmo jamaicano para a música pop brasileira.
O resultado é o sucesso da banda nos dias atuais.

Mas foi no ano de 1998 que comecei a prestar atenção na banda.
Ouvi Mandraque e os Cubanos, gostei. Adicionei-a ao meu
repertório e assim é a postagem de hoje em homenagem a estes
quatro rapazes, hoje sucesso a nível internacional.


carlos miranda (betomelodia)


video



Será que você gostou
Desse terno que eu comprei
Parece um fraque de um Mandrake
Foi no centro que eu achei

Será que você gostou
Dessas meias de algodão
Disseram que no inverno esfriam
E esquentam no verão

Vou combinar com meus sapatos
De couro de cascavel
Botar no bolso uns cubanos
Que me deram lá no motel
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Será que você gostou
Desse anel daqueles hippies
Parece a gema dos seus olhos
Irriquietos acepipes

Vou combinar com uma gravata
De peixes orientais
Botar no bolso um pente de osso
E umas ervas naturais
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega o jaleco e "vamo" embora
Vê se liga qualquer hora

Será que você gostou
Desse terno que eu comprei, uuu
Parece um fraque de um Mandrake
Foi no centro que eu achei, uuu
Vou combinar com meus sapatos
De couro de cascavel
Botar no bolso uns cubanos
Que me deram lá no motel
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega a echarpe e dá o fora
Vai chover marido agora
Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega o jaleco e "vamo" embora
Vê se liga qualquer hora
 


chico amaral / samuel rosa 



fontes
imagem: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Menino Passarinho e Paz do Meu Amor, com Jessé



O ano, creio que 1962. O mês, não lembro, pois
a idade prega-me peças sobre as datas.
Um sítio à margem esquerda do Rio Guapimirim,
em Magé, Estado do Rio. Soninha, sobrinha do Luiz,
Manoelzinho, meu companheiro de aventuras
e eu, brincávamos com o Guto, filho do Moacyr Franco,
na "laje", uma curva do rio onde nadávamos,
quando ouvi um som de violão e uma voz:

..."sou menino passarinho com vontade de voar"...
Imediatamente, corri para a casa e lá chegando,
no quintal, em pé, o Luiz cantava ao som
de seu violão para o Moacyr, a sua mais nova
composição, "Prelúdio para Ninar Gente Grande",
mais conhecida por "Menino Passarinho".

Ali então, decidi que um dia eu seria um cantor,
ou melhor, como dizia Luiz, um cantador.
Estudei muito, música instrumental e canto,
para um dia mostrar a ele em que
sua música me transformou.

Isso eu não consegui. Luiz nunca me atendeu
para que eu lhe contasse que aquele dia foi o início
da minha meta, cantar a Música Brasileira,
divulgar sua obra. Mas até hoje, ao encerrar as
minhas apresentações por esse mundão de Deus,
canto aquela que sempre é minha
despedida ao público que me prestigia:
"Menino de Braçanã".


jessé

Falar sobre aquele que foi um dos ícones da
Música Brasileira até o ano de 1993, ano de sua morte,
é uma repetição desnecessária, pois sua vida é
conhecida de todos. Dono de uma voz forte e marcante,
até os dias atuais tem suas interpretações presentes na memória
de milhares de seus fãs, por seu carisma e simpatia.

Na página de hoje, escolhi um vídeo na voz de
Jessé, editado por Ivanete Souza, onde ele
interpreta dois grandes sucessos de Luiz Vieira,
o cantador que inspirou-me desde minha infância a
ser um Músico. Demorou um pouco mas aos palcos
eu cheguei, neles permanecendo até os dias atuais.
Com vocês, Jessé.


carlos miranda (betomelodia)


video




Você é isso
Uma beleza Imensa
Toda a recompensa
De um amor sem fim


Você é isso
Uma nuvem calma
No céu de minh'alma
É ternura em mim


Você é isso
Estrela matutina
Luz que descortina
Um mundo encantador


Você é isso
É parto de ternura
Lágrima que é pura
Paz do meu amor
 


luiz vieira




Quando estou nos braços teus
Sinto o mundo bocejar
Quando estás nos braços meus
Sinto a vida descansar


No calor do teu carinho
Sou menino passarinho
Com vontade de voar
Sou menino passarinho
Com vontade de voar
 


luiz vieira




fontes
imagens: google - edição de vídeo: ivanete (iva souza) - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sobre Xícaras



Há alguns dias, recebi uma correspondência anônima
com um pedido para mim inusitado: publicar um texto anexado.
Respondi, indagando o motivo e por que em meu blog.
Pedido reiterado, sem as respostas. Terça-feira, dia 12 de fevereiro,
meu celular toca e uma voz masculina, marcada por uma entonação
emocionada reiterou o pedido à mim, Carlos Miranda, o betomelodia,
para que eu publicasse o texto, pois é de grande importância
para sua filha. Reli o texto e resolvi publicar, aqui deixando claro
que não me foi enviado o autor do mesmo. Por precaução,
omiti os nomes reais dos personagens. Aí vai.

carlos miranda (betomelodia)







A sensação se repetia todas as vezes que ela abria
o velho baú e revia o jogo de xícaras de plástico.
Ela nunca lembrava exatamente quando ganhara o brinquedo.
Mas tinha certeza: fora a mãe, levada pelo câncer
havia anos, quem lhe presenteara.
Os olhos daquela universitária ainda marejavam.
E o aperto no peito se repetia quando ouvia as amigas
falarem das brigas, das preocupações e das satisfações
que eram obrigadas a dar, sempre que iam chegar mais tarde,
sair com novos amigos. Coisas de toda mãe,
daquelas que só mudam de endereço. Ela sentia esse vazio.
Certa vez, numa das poucas crises de choro que teve,
disse para uma amiga querida:

" Só quem não tem mãe sabe e entende a falta que ela faz. "

Ela estava prestes a se formar em fisioterapia,
quando o pai chamou-a para conversar.
Aquele homem simples, mãos calejadas pelo trabalho,
muito tímido, com dificuldades de externar sentimentos e
fazer carinhos explícitos, nunca lhe deixou faltar nada.
Absolutamente nada. De vez em quando
falava algumas poucas palavras.
Daquelas definitivas, que um filho leva pra toda a vida.
Naquele momento, porém, estava visivelmente sem jeito.
Ela namorava já fazia mais de um ano.
O pai sabia o que se passava entre o casal.
Tentava negar, fazer de conta que não, mas no fundo
percebera que Carolina tinha se transformado
numa mulher. E que mulher.

- Filha, você está feliz?
- Eu estou pai. Por quê?
- Sei lá, queria conversar um pouco com você,
mas não sei exatamente o que dizer.
- Meu namorado fez alguma coisa que o senhor não gostou?
- Pra mim não. E pra você?
- Como assim?
- Ele te trata bem?
- Trata, claro.
- Ele respeita você?
- Pai, aonde o senhor quer chegar?
- Em você. Não sei o que te dizer, nem como fazer isso,
mas queria que você soubesse que eu estou do seu lado.
- Eu sempre soube disso.
- Essa seria uma conversa bem boa pra
você ter com sua mãe. Mas ela não está aqui.
Homem é muito malandro.
- Não precisa se preocupar.
- Você ama o seu namorado?
- Sim, acho que sim.
- E ele? Também te ama?
- Bem, eu acho que sim. Ele cuida de mim,
é atencioso, sempre gentil.
- Você se cuida?
- Pai?!
- Desculpe, não quero deixar você constrangida.
Mas não quero que nada de mal lhe aconteça.
- Eu sei, pai.
- A "homarada" gosta muito de festa,
de se aproveitar das meninas.
E não gostaria que fosse assim com você.

Ela abraça o pai ternamente por alguns longos minutos.
Os dois ficam em silêncio. Rostos colados,
ela percebeu a lágrima do pai escorrendo.
Em silêncio. Abraçou aquele homem ainda com
mais força. O pai não agüentou:

- Eu gostaria que você não deixasse ninguém te magoar.
- Eu sei, pai.
- Não aceite nunca que ele faça coisas que você não aprova.
Dê respeito. Não deixe que ele seja abusado.
- Está bem, pai.
- Eu morreria se ele fizesse algo de ruim pra você.
- Eu sei, pai, eu sei.
- Não se esqueça nunca disso.
- Está bem.
- Eu amo você minha filha. Muito.
- Eu também te amo pai,
e não sei o que seria da minha vida sem você.
Pode deixar que nunca ninguém vai se aproveitar de mim.
- Então está bem. Se precisar de ajuda,
você promete que pede?
- Sim, eu prometo.

Abraçaram-se de novo e ficaram assim
por mais um bom tempo.
Ela sentiu então que, realmente,
não lhe faltava nada.

autor desconhecido



fontes
imagem: google - crônica: autor desconhecido - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Metade, Oswaldo Montenegro



Palavras...


Sempre me faltam para expressar meus
reais sentimentos pela vida, por mim e por
aquela a quem amo de todo meu coração.
Invejo os poetas, não o nego, por
saberem como trazer para o papel e assim como
para as demais Artes, a poesia, a magia da
existência humana em todas as nuances.
Então, como uso a música para levar emoção e
alegria ao meu público em minhas interpretações,
empresto do Oswaldo esta suas palavras para
revelar àquela que tanto amo, meu verdadeiro amor,
tal como ele o é.

carlos miranda (betomelodia) 


oswaldo montenegro


"Oswaldo Montenegro criou um estilo próprio,
sem dar bola para bossa nova, tropicália...
Essa independência incomodou. Ele ganhou todos
os festivais, vendeu milhões de discos, produziu
musicais recordistas de público e lota o
Canecão até hoje, independente da mídia".

roberto menescal 


Assim, tal como a visão de um futuro por ele cantada,
alcancei a paz e hoje consigo conviver comigo mesmo.
Sua poesia, fez-me ver que metade de mim é o que penso
e a outra metade, um vulcão. Obrigado, Oswaldo.

carlos miranda (betomelodia) 



video



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas
Como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa que
Resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada

Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade não sei

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
E a outra metade é a canção

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também

oswaldo montenegro



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Pronto! Você Criou Música!

a clave de sol


Imagine uma linha de tempo, e a duração da mesma, 
um determinado número de segundos, minutos.

Agora imagine o silêncio, dentro desse espaço de tempo.
Acrescente um som ao silêncio. Acrescente mais um,
quer seja igual ou diferente, não importa.
E o repita quantas vezes e como quiser. Pronto!
Você criou um conjunto de silêncios e de sons ordenados dentro
de um espaço do tempo, ou seja, você criou música!





Música, palavra de origem grega,
significa "A Arte das Musas", está enraizada em
todas as civilizações conhecidas, com manifestações
próprias à cultura de seus povos.
Embora nem sempre considerada uma forma de arte,
ela é criada com esse objetivo, conseguindo seu lugar próprio
nas religiões, nas comemorações festivas e nos funerais.
Em cada segmento e manifestação cultural de
uma sociedade, sempre encontramos a
Música, que caracterizará a ocasião.

Conhecida desde os primórdios da civilização,
é provável que tenha nascido da observação dos
sons da natureza, sons esses que despertaram
no homem a vontade de criar e organizar seus próprios sons,
sua própria músicalidade. Podemos dizer que,
na evolução da cultura humana a história da Música
confunde-se com o desenvolvimento da inteligência do homem.

Sendo assim, é muito difícil e impreciso definir Música,
pois a variedade é tão grande que, um único conceito que
a classifique em um termo se torna inviável.
Sendo impreciso definir o termo em toda sua plenitude, e
mesmo que fosse possível fazê-lo pois como a Música
é a Arte de manipular sons, organizando-os em um
espaço de tempo, a definição se torna obsoleta porque
o tempo se modifica, evolui sempre,
sendo essa característica emocional e física.

Mas definições e conceitos à parte,
a Música sempre teve muita importância na evolução
histórica da humanidade, pois além de agradar
nossos sentidos e emoções, ela se presta a outros usos.
Na Grécia, a flauta era usada para
atenuar dores ciáticas e a gota, pasmem,
efeitos benéficos hoje comprovados cientificamente.
Além de desenvolver nossas habilidades cognitivas,
a Música é ótima para nossa saúde física e psicológica,
trazendo alívio para a depressão e o stress,
melhorando a auto-estima, a expressão corporal,
emocional, e até nossa criatividade.

Comparando a Música com as outras Artes,
vemos que além de completá-las a Música tem
um grande poder de atuação sobre o ser humano,
dado à sua grande influência biológica e psíquica,
lembrando que, em nosso próprio organismo
reside a forma primeira da espontaneidade musical,
as cordas vocais, o mais perfeito instrumento musical.




Qual a origem dos nomes das notas musicais?

guido d'arezzo


Foi durante a Idade Média que o monge
beneditino italiano Guido d'Arezzo, resolveu dar
nome às notas musicais. Estudiosos contam
que ele usou a primeira sílaba de cada hemistíquio
(metade de um verso), do Hino à São João Batista,
escrito em latim. Logo essa denominação passou a
vigorar nos países de cultura latina:
UT, RÉ, MI, FA, SOL, LA, SI
O SI é formado pelo S de Sancte e o J de Johannes
(o J em latim se pronuncia I). Mais tarde, os cantores italianos
substituíram UT por DÓ, bem mais fácil de pronunciar.



fontes
imagens: google - texto: origem não mencionada, adaptado por carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Entre a Serpente e a Estrela, Zé Ramalho



Detentor de um imenso talento, José Ramalho Neto,
conhecido por todos por Zé Ramalho, nasceu em
Brejo do Cruz, Paraíba, no ano de 1949.

Suas influências musicais são uma mistura de elementos
da cultura nordestina, os cantadores, repentistas
e rabequeiros, assim como também da Jovem Guarda,
Beatles,The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e,
principalmente, Bob Dylan. Zé Ramalho também
utiliza elementos da mitologia grega e de histórias
em quadrinhos em suas músicas.

O resultado desta mistura são suas composições,
verdadeiras jóias da Música Popular Brasileira que
são tocadas em nível nacional e internacional.
Vida longa, Zé Ramalho.


zé ramalho

Fã incondicional desse grande compositor,
desse incrível cantador que com a versatilidade e
sua inconfundível voz, conquistou
adeptos de todas as idades, tenho orgulho de
interpretar a maioria de suas composições.

Mas, Zé me traz problemas muito agradáveis
ao cantar suas páginas: o público quer
mais, quer só Zé Ramalho e eu, com prazer os
resolvo, atendendo a todos.

carlos miranda (betomelodia)


video



Há um brilho de faca onde o amor vier
E ninguém tem o mapa da alma da mulher
Ninguém sai com o coração sem sangrar
Ao tentar reve-la um ser maravilhoso
Entre a serpente e a estrela

Um grande amor do passado se transforma em aversão
E os dois lado a lado corroem o coração
Não existe saudade mais cortante
Que a de um grande amor ausente dura feito um diamante
Corta a ilusão da gente

Toco a vida prá frente fingindo não sofrer
Mas o peito dormente espera um bem querer
E sei que não será surpresa se o futuro me trouxer
O passado de volta num semblante de mulher
O passado de volta num semblante de mulher

 paul fraser / terry stafford - versão: aldir blanc



fontes
imagens: google - vídeo: youtube - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google